Restaurante Paris, uma casa com mais de 50 anos e um molho que passou de geração em geração

Restaurante Paris, uma casa com mais de 50 anos e um molho que passou de geração em geração

O Restaurante Paris e o seu proprietário, Michel Duarte, abriram as portas à Meigal para ficarmos a conhecer um pouco mais esta casa.

Começámos por falar sobre a história desta churrasqueira, com mais de 50 anos de atividade, que foi fundada pelos sogros do atual proprietário, quando os frangos ainda eram criados e preparados junto ao próprio restaurante, de forma rudimentar.

Mais tarde, em 1995, Michel e a sua esposa Cristina reinventaram o negócio da família e passado muito pouco tempo desenvolveram uma parceria com a Meigal, que se mantém até hoje. A higiene, qualidade do produto e os funcionários são os aspetos que mais diferenciam a Meigal, referidos pelo proprietário, voltando a sublinhar a qualidade, fator determinante para esta parceria de mais de 20 anos. Nas palavras de Michel Duarte “Se tiveres mais qualidade de produto dás mais qualidade ao cliente, isso é ponto assente”.

Durante esta conversa, ficámos também a saber algumas curiosidades como o facto de haver clientes que todos os domingos, sem exceção, vão buscar o seu franguinho e do proprietário achar que se sobrevivemos aos nitrofuranos não haverá de ser o Covid que nos vai derrotar. Ainda sobre a Pandemia, Michel refere que esta está a criar hábitos de vida completamente diferentes nas pessoas.

Michel Duarte no seu Restaurante Paris

  • Qual a história do restaurante “Paris”? Como foi criado? Como surgiu o negócio?

“Foram os meus sogros que abriram esta casa há 53 anos, depois arrendaram. Mais tarde, os senhores que aqui estavam sairam e nós aproveitamos a oportunidade. Abrimos isto já lá vão 26 anos.

Os meus sogros criavam os frangos aqui, lá atrás nos currais, matavam-nos, depenavam-nos mas estamos a falar de outros tempos. Na altura, o restaurante já se chamava Paris porque o meu sogro foi emigrante. Foi de lá que ele trouxe o segredo do molho do frango, e ainda hoje o frango leva os mesmos ingredientes, de há 50 e tal anos atrás.”

  • Porquê a escolha da Meigal Alimentação enquanto fornecedor?

“A Meigal já é minha fornecedora há mais de 20 anos. Valem-se da qualidade! Ao nível de qualidade de entregas, limpeza…  “

que é uma coisa que eu sou muito, mas mesmo muito, exigente. Às vezes estão a descarregar e eu vou passar a vistoria a ver como é que as coisas vêm.

O cliente vem à nossa casa, paga, tem que levar qualidade, se não é para esquecer. Se os nossos clientes dizem que alguma coisa não está boa, os funcionários levam outro prato e o cliente paga só um. O cliente vem à casa é para ficar satisfeito”

  • O seu estabelecimento esteve encerrado durante a pandemia do Covid-19?

“O espaço do restaurante esteve fechado 2 meses. Ao nível do Take Away crescemos, depois quando o restaurante abriu, o Take Away voltou talvez aos níveis normais que estava antes do Covid. Na sala estamos com uma quebra grande”

  • Que medidas de segurança adotou?

“Colocámos as distâncias de segurança. Ao nível de limpeza e desinfeção não é de hoje, é de há 25 anos, desde que trabalhamos aqui. Nós temos todas as condições temos ares condicionados, extração, temos insuflação de ar da rua… A única coisa que agora, se calhar, fazemos mais é nos espaços onde sabemos que as pessoas tocam mais, em vez de desinfetarmos 2 vezes (de manhã e à noite), desinfetamos 4 ou 5 ou 6 vezes por dia. De resto, é o uso da máscara”

  • Como é que acha que vai ser o futuro depois do Covid-19?

“Voltar ao que era vai ser muito difícil e porquê? Porque as pessoas estão a criar hábitos de vida completamente diferentes. Nós somos seres de hábitos não há nada a fazer!

As pessoas estão-se a aperceber que se calhar estão a poupar muito dinheiro. Os amigos deixaram de se juntar nos restaurantes, começaram a jantar em casa. Vem-se buscar uns frangos, um entrecosto, compra-se umas garrafas de vinho, uns sumos…”

Em suma, o proprietário do Restaurante Paris reconhece que estamos num período de grande mudança mas não se deixa desanimar. Quanto à parceria com a Meigal, será para manter pois quando questionado sobre o que poderíamos fazer para melhorar respondeu apenas “manter a qualidade”.